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CAMINHANDO SOBRE AS ONDAS

  • Foto do escritor: Instituto Mãe Balbina
    Instituto Mãe Balbina
  • 24 de nov.
  • 2 min de leitura

Por: Mãe Gardênia d´Iansã


A exposição sobre Iemanjá no CC Belchior homenageia a força ancestral de Mãe Estela, Mãe Suzana e Mãe Balbina, celebrando a resistência matriarcal que moldou a Umbanda e a cultura afro-indígena-cearense.


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A exposição realizada no Centro Cultural Belchior, assinada pelo antropólogo Jean dos Anjos e pela historiadora Marília Oliveira, reuniu público diverso para celebrar a força ancestral de Iemanjá e o legado do matriarcado de Mãe Estela, Mãe Suzana e Mãe Balbina. Iniciada em 13 de agosto e encerrada em 22 de novembro, a mostra destacou a resistência feminina na Umbanda cearense, com centralidade em Mãe Gardênia de Iansã.


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A curadoria da exposição foi construída com forte diálogo entre memória, estética e espiritualidade, valorizando objetos, fotografias, documentos e narrativas que evidenciam o protagonismo das lideranças femininas de terreiro. O trabalho de Jean dos Anjos e Marília Oliveira ampliou a compreensão do público sobre as práticas ancestrais, revelando como essas matriarcas transformaram a paisagem sagrada do Ceará com coragem, doçura e firmeza ritual.


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Ao longo dos meses, a mostra recebeu rodas de conversa, performances e visitas guiadas conduzidas por Mãe Gardênia de Iansã, que compartilhou histórias sobre resistência, fé e continuidade das tradições. Sua presença conferiu à exposição a vivacidade que só quem vive o cotidiano dos terreiros pode transmitir. O público destacou a profundidade emocional e pedagógica da experiência, que conectou passado, presente e futuro da espiritualidade afro-brasileira.


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Em uma de suas falas mais marcantes, Mãe Gardênia reverenciou as matriarcas com emoção: “Somos frutos de uma árvore antiga, regada por Mãe Estela, Mãe Suzana e minha mãe, Mãe Balbina. Caminho porque elas abriram caminhos.” Sua declaração reverberou entre os visitantes, reafirmando a importância dessas mulheres como guardiãs de saberes, justiça espiritual e resistência comunitária no território sagrado da Umbanda.


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A exposição no CC Belchior consolidou-se como um marco de reconhecimento às lideranças femininas de terreiro e à força simbólica de Iemanjá como matriz de cuidado e ancestralidade. Ao celebrar essas trajetórias, o trabalho de Jean dos Anjos e Marília Oliveira, junto a Mãe Gardênia, reafirma o papel decisivo das mulheres negras e de terreiro na preservação cultural, na luta antirracista e na espiritualidade plural do Ceará.


Coordenação: Mãe Gardênia d´Iansã

Texto: Filho de Pemba

Imagens: Acervo Instituto Mãe Balbina

 
 
 

4 comentários


Gustavo Daher
Gustavo Daher
24 de nov.

Cada momento vivido neste terreiro, cada, ação de expressão religiosa, artística e política por ela e seus filhos desenvolvidas, traz consigo o verdadeiro fundamento da Umbanda, o respeito a ancestralidade, guias e orixás!

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Marília Oliveira
Marília Oliveira
24 de nov.

Um terreiro que se preocupa com suas questões políticas, históricas e éticas ajuda a preservar a memória e a cultura dos Povos de Terreiro, dentro e fora dos limites religiosos, pensando seu fazer integrado às artes e à cultura do nosso estado. Essa prática afirmativa abre espaço para que muitas outros marcos de fortalecimento de nossas práticas sejam estabelecidos.

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Gabriella Costa
Gabriella Costa
24 de nov.

Que alegria ver nossa ancestralidade ocupando com tanta força os espaços públicos! Como filha de santo da casa, sinto que cada gesto de presença da umbanda e das tradições de matriz africana é um ato de resistência, reafirmação e orgulho. Nossa cultura não se esconde — ela vive, pulsa e transforma. Que continuemos firmes, visíveis e caminhando sobre as ondas que nossas mais velhas abriram. Axé!

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Jotaka Marques
Jotaka Marques
24 de nov.

Parabéns ao Jean dos Anjos e Marília Oliveira pela bela exposição, são ações concretas como essa que levam toda ancestralidade e importância da presença dos povos de terreiro em lugares de destaque.

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